Trilha 2 · Lição 4

Asteroides, cometas e meteoros

Além dos planetas, o Sol tem uma multidão de corpos pequenos girando à sua volta. Nesta lição você vai conhecer os asteroides, os cometas e as "estrelas cadentes", e entender por que eles são restos preciosos da formação do Sistema Solar.

Nível inicianteLeitura de 12 minutosRevisado em 11/10/2026

Asteroides: tijolos que sobraram

Os asteroides são corpos rochosos ou metálicos, sem atmosfera, que sobraram da formação do Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos. Já são conhecidos mais de 1,5 milhão.

A grande maioria fica no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter. Ali havia pequenos "embriões" de planetas, os planetesimais, mas a gravidade forte de Júpiter fez com que eles se chocassem e se despedaçassem em vez de se juntar num planeta. O resultado é o cinturão que vemos hoje.

  • Tamanhos: de centenas de quilômetros até poucos metros, sendo os pequenos muito mais numerosos. Ceres, o maior objeto do cinturão, é redondo e por isso foi reclassificado como planeta anão em 2006.
  • Formas: quase todos são irregulares, cheios de crateras. Gaspra, por exemplo, mede uns 19 × 12 × 11 km.
  • Massa: mesmo somando todos, a massa do cinturão é menor que a da nossa Lua.
  • Luas: mais de 150 asteroides têm pequenas luas. Ida, com cerca de 58 km, tem uma lua de 1,5 km chamada Dáctil.

Os que passam perto da Terra

Alguns asteroides têm órbitas mais alongadas, que cruzam a região dos planetas internos. Os objetos próximos da Terra já somam quase 43 mil, e cerca de 2.550 deles são classificados como potencialmente perigosos, o que significa que vale acompanhá-los de perto, não que vão colidir. Colisões com asteroides grandes no passado tiveram papel importante na história da vida na Terra, como a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

Cometas: bolas de neve sujas

Os cometas têm um núcleo de alguns quilômetros a poucas dezenas de quilômetros, feito de gelo, poeira e fragmentos de rocha fracamente grudados: o modelo da "bola de neve suja". O núcleo do Halley, fotografado de perto pela sonda Giotto em 1986, a primeira a chegar perto do núcleo de um cometa, tem cerca de 15 km.

As órbitas dos cometas costumam ser elipses muito alongadas. Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo da superfície vira gás e arrasta poeira, formando em volta do núcleo uma atmosfera enorme e rala, a cabeleira, às vezes maior que um planeta. O vento solar e a pressão da luz do Sol empurram esse material para o lado oposto ao Sol, formando a cauda, que pode ter milhões de quilômetros. A do cometa McNaught, em 2007, passou de 100 milhões de km.

De onde vêm

  • Período curto (menos de 200 anos para dar a volta no Sol, como o Halley, a cada uns 76 anos): devem vir do Cinturão de Kuiper, além de Netuno.
  • Período longo (milhares ou milhões de anos): devem vir da distante Nuvem de Oort.
  • Há também cometas em órbitas abertas, que passam uma vez e vão embora do Sistema Solar.

Cada passagem perto do Sol gasta um pouco do cometa. Com o tempo, ele pode se partir, cair no Sol ou bater num planeta, como o Shoemaker-Levy 9, cujos pedaços atingiram Júpiter em 1994. Há cerca de 4 bilhões de anos, um grande bombardeio de cometas atingiu os planetas, e acredita-se que boa parte da água dos oceanos da Terra tenha vindo deles.

O Halley passou pelo periélio pela última vez em 1986 e volta em 2061.

Centauros: metade asteroide, metade cometa

Os centauros são corpos gelados, como os cometas, que giram entre as órbitas de Júpiter e Netuno e cruzam as órbitas dos planetas gigantes. Têm órbitas não tão alongadas quanto as dos cometas. Por essa natureza dupla, receberam o nome dos seres mitológicos metade homem, metade cavalo.

Meteoros: as "estrelas cadentes"

O mesmo tipo de objeto recebe três nomes, conforme onde está:

  • Meteoroide: uma pedrinha ainda no espaço, de um grão de poeira até um pequeno asteroide.
  • Meteoro: o risco de luz que aparece quando o meteoroide entra na atmosfera em alta velocidade e queima. É a "estrela cadente".
  • Meteorito: o pedaço que sobrevive à passagem pela atmosfera e chega ao chão.

Em qualquer noite dá para ver alguns meteoros por hora. Às vezes o número aumenta muito: são as chuvas de meteoros, que acontecem quando a Terra atravessa a trilha de poeira deixada por um cometa. A chuva das Perseidas, por exemplo, vem dos restos do cometa Swift-Tuttle.

Experimente no Mapa Solar. Ligue as camadas de asteroides e cometas, veja o cinturão entre Marte e Júpiter e clique no Apophis, que passa perto da Terra em 2029, ou no Swift-Tuttle, o cometa das Perseidas.

Resumo

  • Asteroides são restos rochosos da formação do Sistema Solar; a maioria fica entre Marte e Júpiter.
  • Cometas são bolas de gelo e poeira que formam cabeleira e cauda perto do Sol.
  • Cometas de período curto vêm do Cinturão de Kuiper; os de período longo, da Nuvem de Oort.
  • Meteoroide no espaço, meteoro na atmosfera, meteorito no chão.

Teste o que você aprendeu

1. Por que não se formou um planeta no lugar do cinturão de asteroides?

2. Para que lado aponta a cauda de um cometa?

3. Uma pedra espacial que caiu no seu quintal é um:

Fontes desta lição